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A importância da educação sexual na formação do ser humano

Entrevista com Nartan Lemos.
Psicóloga formada pelo UniCEUB.
Psicoterapeuta Corporal com Formação em Bioenergética, Dançaterapia, Massagem Terapêutica e Meditação.
A educação sexual na formação do indivíduo é de fundamental importância, pois sexualidade é vida e, faz parte da vivência do ser humano. A função dos pais e educadores é informar o indivíduo, transmitir conhecimento para que o sujeito possa fazer suas escolhas de forma consciente e, com os cuidados devidos para ter uma vida sexual saudável.O grande problema desta questão, é que a cultura, a sociedade e as religiões em geral, tem uma visão limitada e repressora quanto as questões sexuais. Quando falo disso, não estou falando da escolha ou opção sexual de cada um, estou falando da percepção que muitos tem que o sexo é sujo, é pecado, e que muitos reprimem as crianças quando as mesmas começam a descobrir seu proprio corpo.Portanto, a premissia básica é que para se educar e orientar alguém, primeiro precisa-se orientar a si mesmo, pois quando isto não acontece o que ocorre é que o sujeito normalmente passa para os outros seus medos, seus valores e suas crenças.Sexualidade é vida, é amor, é brincadeira e é troca. Existem as necessidades básicas do ser humano e, o sexo é uma delas.
Reprimir, esconder, tratar o sexo como algo pecaminoso e com preconceitos do tipo, menino pode e menina não, não orienta e não educa ninguém, pelo contrário só afasta o sujeito gerando conflitos, mentiras e muitos outros problemas. Falar de sexo de forma aberta e natural, através de palestras, brincadeiras, filmes e etc, é uma forma saudável e lúdica de abordar este tema tão natural e necessário para todos.

Um agradável vídeo sobre relacionamentos (vale a pena!)

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=NMSdgaGINXM


Entrevista: As descobertas sexuais infantis

A Educação sexual para crianças de até 09 anos é extremamente importante porque vai em primeiro lugar responder, esclarecer angústias, dúvidas e incertezas quanto as sensações sentidas decorrentes das percepções sensuais e sexuais.Muito importante também porque vai esclarecer questões sobre gênero,o que evita difusões errôneas sobre masculinidade e feminilidade, promovendo assim uma sociedade mais justa. Aquela que vê os gêneros complementares e não antagônicos.
A Educação sexual das crianças se sexos diferentes , na família e nas escolas, contribuirá certamente para a formação de uma sociedade mais pluralista, que respeite individualidades e diferenças e assim mais harmoniosa.
Carlos Alberto Pucca – Psicologia Clínica,especialização em Sexualidade e Terapia Corporal Reichiana
Imagens: Martin Van Maele - La Grande Danse macabre des vifs

Conversando com os pais sobre sexo


Texto: Thereza Camargo e Livia Sardinha
Montagem e edição: Thereza Camargo
Desenhos: Mauricio de Souza


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A importância da educação sexual na formação do indivíduo

Psicóloga Nina Eiras Dias de Oliveira

A educação sexual acontece primordialmente no contexto da família onde a criança está inserida. Muitos pais preferem nem tocar no assunto. Outros super estimulam as crianças, achando engraçadinho ver crianças de 1, 2, 3 anos beijarem na boca, ao som de frenéticas risadinhas, ou indagações do tipo: "Quem é seu namorado?" As meninas vestem micro saias, ou micro shorts, os meninos são empurrados a desejar modelos como Tiazinha, Carla Perez, Feiticeira, etc. A geração anterior era muitas vezes punida e repreendida caso mencionasse ou quisesse saber alguma coisa a respeito de sexualidade. A atual é bombardeada pela estimulação precoce à erotização.
Há os que acreditam que só estão lidando com a sexualidade a partir do momento em que ela é falada, seja através de informações ou explicações a respeito. Mas onde inicia então esta relação?
Quando a mãe e o pai cuidam do bebê, brincam com este, na maneira como se relacionam com ele, ao mesmo tempo em que o casal vive uma relação afetiva, gratificante ou não, quando os limites de cada papel e relação ficam bem definidos e marcados, quando a criança pode concluir que amar é ou não possível, está recebendo educação sexual.Quando se pensa em educação sexual na infância, automaticamente tem que se pensar, também, em desenvolvimento emocional, isto é, tem que se levar em conta o nível de maturidade e as necessidades emocionais da criança.É importante que as questões da criança tenham espaço para serem colocadas e respondidas com clareza, simplicidade, na medida em que esta curiosidade vai se dando. Ás vezes, alguns pais querem se livrar logo do assunto e na ansiedade disparam a falar além da necessidade da criança, na tentativa muitas vezes frustrada de que nunca mais vão precisar falar sobre o assunto. Quando uma criança pergunta por exemplo, como o bebê foi parar na barriga da mãe não quer dizer que ela queira ou aguente saber detalhes com relação ao ato sexual dos pais. Responder a criança de maneira simples, clara e objetiva satisfaz sua curiosidade. A satisfação dessas curiosidades contribui para que o desejo de saber seja impulsionado ao longo da vida, enquanto que a não satisfação ou o excesso de informações gera ansiedade e tensão.
A sexualidade infantil é diferente da sexualidade adulta, não contém os mesmos componentes e interesses. Muitas vezes através da dramatização, a criança compreende, elabora, vivencia a realidade que vive. Compreende papéis (mãe, pai, filho, homem, mulher, etc.), embora muitas vezes já se perceba menino ou menina e já conheça seus orgãos genitais, experimenta na brincadeira sexos indiferentemente.Perdeu-se hoje, de uma forma geral, a noção do que é pertinente a criança. Vejo com frequência adultos se dirigirem a criança como se estivessem se dirigindo a adultos em miniatura. Não sabem como se aproximar delas, sobre o que falar e de que maneira.
Ao ouvirem uma criança se referir a outra como sendo seu namorado entendem isto dentro do parâmetro de adulto, às vezes desesperando-se, às vezes estimulando, poucos lidam com este dado na dimensão do contexto e por quem ele é apresentado.
Acompanho no consultório crianças que, super estimuladas, encontram na erotização a única forma de se relacionar. O afeto é erotizado e os movimentos, a vestimenta e a maneira como se comportam, tem o sentido de provocar uma relação erotizante. Apresentam, portanto, distorção em sua capacidade de sentir, pensar, integrar, conhecer e de relacionar, pois são estimuladas a dar um salto para a sexualidade genital, que não têm condições emocionais, biológicas e maturidade de realizar, dispertando, muitas vezes, alto nível de ansiedade e depressão.
Psicóloga Nina Eiras Dias de Oliveira Psicoterapeuta Infantil com formação na Abordagem Centrada na Pessoa Membro do GPFE - Grupo Petropolitano de Psicologia Fenomenológica Existencial
http://www.existencialismo.org.br/jornalexistencial/sexualidade.htm

Orientação sexual na adolescência (em quadrinhos)





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Vídeo sobre "Sexualidade infantil em fases".

Fonte: www.youtube.com.br
Usuária: tayslispector